Montanhas do Paraná e do Brasil

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Hotel Tullip Inn Flat Residence em Fortaleza


Se você deseja se hospedar em um bom lugar, de fácil acesso a tudo, perto da praia, em um apartamento que lhe de todo o aconchego de casa, é o flat do Hotel Tullip inn em Fortaleza, na qual é de propriedade particular do senhor Darci. Isso mesmo que você leu, um Flat dentro de um hotel muito conhecido em Fortaleza, somente uma informação importante, em Fortaleza tem 2 Tulip inn na qual estou citando é o da avenida da Abolição 3340. A 200 metros da praia, próximo a famosa feirinha que abre todas as noites, e também próximo a barracas de praia e a pouco menos de 7 km da praia do futuro. 

Mercados, farmácias, panificadoras e restaurantes para todos os gostos e bolsos. O flat é ideal para uma família de no máximo 4 pessoas. A cama de casal é bem confortável e grande, e um otimo sofá cama. Dentro do flat tem tudo o que você precisa, uma cozinha completa com fogão, geladeira, mesa, utensílios domésticos, liquidificador, sanduicheira  e até uma cafeteria expresso. 

O ar condicionado funciona muito bem, um no quarto do casal e outra na sala. Duas tvs sendo uma bem grande e canal a cabo disponibilizado pelo próprio hotel. Situado no 11° tem uma vista do mar e arredores, e um amplo estacionamento, sem contar com uma lavanderia completa e ambos grátis para os hospedes do flat. Duas dicas importante, primeiro, não é necessário levar muita roupa de banho na viagem ou até mesmo de sair à noite, é possível usar essa lavanderia sem nenhum problema, lavando e secando as roupas rapidamente, mas lembre-se que existe outros moradores e hospedes usando. A outra dica é usar a lavanderia mais a noite, pois tem pouco movimento na lavanderia. É possível tiras as roupas já lavadas e coloca-las em cima da máquina de secar e utilizar a máquina de lavar a roupa, prática comum entre eles.

A arrumação de quarto, cozinha e banheiro acontece todos os dias, porém caso necessite de uma limpeza completa de quarto ou troca de roupa banho e cama deve ser comunicado com o sr. Darci sobre essa possibilidade. Uma grande vantagem de ficar no flat é que o proprietário não fica em cima de você lhe cuidando, você se sente em casa mesmo. Com diversas panelas de ótima qualidade é possível fazer qualquer refeição até mesmo assados. As janelas têm sistema antirruído, mesmo com a avenida bem barulhenta você quase não ouve nenhum som, e a noite quando a avenida está mais calmo ai sim você nada ouve. A sacada é pequena e segura, mas bem ventilada, e é possível usa-la para secagem de roupa. O banheiro é bem equipado e o chuveiro dispensa apresentações. O hotel dispõe de uma academia de musculação com diversos aparelhos e uma ótima piscina.

Contato:
Aluguel temporada   - Procure Hotel Tullip Inn Flat Residence 


Whatsap Proprietário Sr Darci: 85 98253917

Praia próximo a feirinha e ao flat. 5 minutos de caminhada

Praia ideal para banho e perto do flat 5 minutos de caminhada


Vista da sacada




Sala com sofá cama bem confortável 

A pequena varada com uma brisa refrescante do mar

chuveiro com água do quente do próprio hotel

Cama gigante



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Travessia 7 cumes - Por Edinaldo Couto

Texto e relato: montanhista  Edinaldo Couto 








Vanderlei, Edinaldo e Daniel ao fundo Pico do Parana Vista do Tucum



Relato da travessia dos 7 cumes da serra do mar do Paraná 


1° dia
Já faz um certo tempo que não fazia uma pernada das boas, eu, Daniel Fernandes e Vanderlei de Castro, dias antes, em negociação dos devidos alvarás de soltura, e liberações de troca de escala no serviço e no meu caso uma autorização pra sair mais cedo do serviço, nos encontramos ás 07:30 na casa do pai do Daniel, com o devido apoio do nosso amigo de longa data Renato Possane, que nos deu o devido suporte até a chácara da bolinha em Campina Grande do Sul, onde nossa jornada começaria. Depois dos devidos preparos nas mochilas e a preocupação da falta de água no trajeto, já que fazia mais de 50 dias que a serra não via uma chuva tão volumosa, saímos praticamente carregados, com excesso de peso como sempre, e com um calor de 24 graus. Começamos tarde a caminhada de passos lentos a passos lentos, fomos até a bifurcação que divide as trilhas, pegamos sentido a rampa do 1C, ou seja o Morro do Camapuan que com seus 1.706 mts de altura, foi galgado com algumas paradas pra fotos e curtir o visual que estava sensacional, no cume uma pequena parada e já descemos sentido ao nosso próximo objetivo o 2C. O morro Tucum com seus 1.720mt de altura, com certeza uma das melhores vista da nossa serra, e com uma janela ao nosso querido Pico Paraná que dá vontade ficar por ali, batido as devidas fotos e um pequeno reforço no lanche, partimos então pirambeira abaixo, na direção ao famoso paredão do Tucum que descendo dá acesso a floresta e a encosta do nosso próximo objetivo o 3C, o Morro Cerro Verde, aqui um adendo, uma trilha bem complicada devido ao sobe e desce em meio a um mato super fechado, com cargueira cansamos muito com tanto mato enroscando em tudo, e por fim vencido a dificuldade, chegamos ao ponto de acampamento, onde depois de montado, degustamos de um excelente arroz carreteiro e um purê cremoso com calabresa, e claro um pouquinho do chimarrão que nosso parceiro Vanderlei havia levado. Nessa noite tivemos um céu de brigadeiro, super estrelado e o nascimento da lua foi espetacular, nos retiramos então depois de um tempo cada um pra sua suíte presidencial, o sono foi tranquilo, com alguns animais pequenos rondando as barracas a procura de comida fácil.

2º dia
Acordei com o cheiro de café Melita que nosso amigo Vanderlei já estava fazendo, um amanhecer um pouco gelado, enrolações a parte, despertamos, e arrumamos o acampamento, e claro observando o nascer do sol atrás do Majestoso Pico Paraná, sem palavras vivenciar isso: partiu o 4C do dia, o Morro Itapiroca com seus 1.805 mts de altura, aqui também vale um adendo: trilha mega fechada, muita quiçaça, capim alto, bambus fogo, a cada passo dado voltava-se 2 pra trás, tudo enroscava, um pouco mais frente a trilha para o Pico Taquaripoca que fica exatamente atrás do Cerro Verde, era nosso objetivo paralelo, porém com a questão de falta de água, resolvemos tocar o 7C original e deixar este pra um ataque próximo, galgamos então o cume do 4c, um calor intenso, suavizamos bicas de água, e aqui mais uma vez mudamos o caminho, a ideia era seguir até o A1 e subir pela trilha da conquista o cume do 5C, o Caratuva, o 2 Morro mais alto da região com seus 1.850mts, porém sabendo da falta de água, decidimos descer o Itapiroca pela trilha normal e na chegada da bica, fizemos nosso almoço: feijoada com risoto e um cafezinho pra nos alegrar, aproveitei o momento pra dar uma higienizada na máquina, enfim, tomamos o rumo cruzo do 5c, o Caratuva, acabei saindo na frente dos outros e com muito calor, e algumas paradas pra respirar, finalizamos o cume do Caratuva. Algumas fotos e partiu o destino ao nosso próximo objetivo o 6C o cume do Taipa-buçú com seus 1727mts de altura, fizemos pela crista que liga o Caratuva ao Taipa, vale salientar que a descida do Caratuva pela Crista é bem complicada pra iniciantes ou mesmo “trilheiros” acostumados, qualquer falha, você desce rolando a “pedraiada” que tem ali, alguns pontos cansativos, a pedra do saco e algumas fendas no caminho. Nos colocavam em cuidado absoluto, sobe e desce, um mato dos infernos, ou melhor servos do capeta que nos agarravam com vontade, fazendo nossa travessia demorar um pouco, um pôr do sol sensacional , um mar de nuvens pouco visto por mim nas últimas trips, e por fim galgando por mim talvez uma parte bem complicada, afinal você sobe um paredão de terra somente com a ajuda dos matos ao redor. Talvez futuramente uma corda possa ajudar a dar mais segurança, por fim galgado o cume onde acampamos, salientando que 3 barraca tranquilo no local, mais um céu de brigadeiro, nesse dia eu estava muito cansando, então dormi super cedo, claro antes um excelente janta.

3° dia e ultimo dia
Acordamos cedo, colocamos nosso acampamento abaixo, depois de um excelente café, ovos com queixo e bacon e claro um cafezinho feito na hora, fomos galgar o 3 cume do taipa, uma subida do “dianho”, torcendo pra que o mato aguentasse , foi, e já descemos pro vale do temido Ferraria, uma descida relativamente tranquila, trilha está bem marcada e aberta, a subida achei bem tranquila, apenas a parte que antecede o cume, a temida chaminé, que você sobe com a ajuda de cordas, logo acima algumas pedras pra você subir e por fim o cume temido pra alguns do 7C, com seus 1.745 mts de altura. Almoço feito, mandioquinha com arroz e um tang pra reforçar a parte mais temida da travessia, a crista leste, sem visual nesse dia, pouco vimos do cume do ferraria, porém me enamorei com um conjunto de montanhas que fica na direção da serra do Capivari, a serra da Bocaina, que o seu cume maior galga os 1500 mts de altura, em breve estarei “pernando” naquela direção; enfim, mochilas arrumadas começamos a descida, que por sinal é uma pirambeira em meio a barro e mato, tenso. Conseguimos com cuidado e paciência, chegamos a uma parte plaina e conseguimos andar um pouco mais, porém um certo momento, pra nossa sorte, chegamos a uma bica de água, pense na felicidade, recarregamos nossos suportes e tocamos pra onde mesmo ? A trilha sumiu, e com um pouco de direção, seguimos pra direita subindo a bica, chegamos na parte mais temida o famoso degrau do ferraria, pensa em uma “piramba” em queda livre, uma corda toda corrida pelo tempo, que não confiei nenhum pouco, como tinha comprado uma corda nova pra uma possível ajuda. Descemos primeiro todas as mochilas por questão de segurança, momentos tensos de verdade, e chegamos na parte final do degrau, colocamos mais uma corda devidamente amarrada numa árvore mais firme, já que a outra está bem velha e com muito limo, desceu primeiro o Vanderlei, depois eu com muito cuidado e por último o Daniel, pronto havíamos descido o temido degrau. Vale salientar que o último degrau pra quem desce, ou você desce estilo rapel chapando o pé na pedra ou você desce de barriga segurando na corda, mas ralando tudo, e pra quem sobe, realmente o pé não alcança, por isso parceria é tudo nesse lugar. E fomos de metro a metro galgando toda a crista leste, porém com a noite chegando, resolvi pegar minha lanterna e tirei minha máquina fotográfica do pescoço, onde constava todo o relato fotográfico, e tocamos rumos estrada da cotia, chegando ao final notei a falta dela. Guerreira que ficou a 3 anos comigo, com certeza alguém que descer ou subir encontrará a mesma pra quem desce provavelmente 1 hora antes do final ou 1 hora no começo. Faltando 4km pra terminar a travessia, estávamos esgotados, por fim chegamos na fazenda, onde nosso resgate não estava, o que nos fez andar mais 1km até o ponto de ônibus, onde eu sentado, vi o salvador vindo; que alívio findava-se ali o fim da nossa travessia, agora também fazemos parte do seleto grupo que também findou o 7C.
































Observação; muito lixo nas trilhas citadas, principalmente papel higiênico e lonas jogadas em qualquer lugar e fezes expostas. Um absurdo o que está acontecendo nas trilhas, muita gente sem noção e sem educação.







terça-feira, 18 de julho de 2017

Torre da Prata a montanha que desafia - 16/07/2017


Chegar ao cume de uma Montanha como a Torre da Prata é muito gratificante, mas dividir essa conquista com ótimos companheiros de trilha, não tem preço !!!
Rogério Luiz Pulowsky

Inicie minha vida de montanhas e trilha em 1991, minha primeira trilha foi a Itupava como muitos começaram aqui no Paraná, sempre fui apaixonado por montanhas. Lembro que na minha infância, não podia ver uma montanha que já ficava me imaginando lá em cima. Pensava percorrer todas as montanhas em um dia como se fosse uma estrada reta. Minha primeira montanha foi o Abrolhos e depois comecei a conhecer vários outras como as montanhas restantes do Pico do Marumbi, serra do Ibitiraquire entre outras. Em 2002 ouvi falar pela primeira vez a Serra da Prata com sua montanha Torre da Prata a mais alta da região. 

Localizada no município de Morretes, no Paraná, com aproximadamente 1497 metros, Torre da Prata é uma das as montanhas mais difíceis de alcançar, uma vez que para chegar até ela é necessária atravessar três biomas distintos: mata atlântica, planície litorânea e campos de altitude. Embora seu nome tenha referência a um metal preciso, pouco se sabe sua origem, mas já se pode afirmar que os antigos ao avistar a luz do sol ao bater nas encostas da serra em uma determinada época, minava um brilho muito parecido com a prata. Existe relatos de que alguns garimpeiros já chegaram a explorar o local em busca dessa preciosidade, mas em vão. Inserido no Parque Nacional de Saint-Hilaire Lange essa montanha tem fama de desafiadora, sua trilha se inicia aproximadamente a 84 metros a nível do mar. 



26 anos de espera.

A muito tempo venho procurando uma forma de subir essa montanha, já tive várias oportunidades mas sempre em vão. Passei acreditar que ia envelhecer e jamais ia conhece-la. Muitos relatos sempre me informavam, trilha difícil pois existe muitas bifurcações, subida bastante íngreme e muito tempo para se chegar ao cume. Não que eu temia, mas tenho que respeitar a natureza e saber o momento certo para se chegar em seu cume. Foram muitos anos de espera, sempre assistindo algumas subidas de montanhistas e alguns até com pouca experiência chegando na sua altitude. Mas precisava ser humilde e ter a certeza que uma hora ou outras estaria na trilha pronto para o desafio. Poucos montanhistas há conhece, embora a trilha esteja bem batida que significa que está sendo bem visitada. E o acesso a essa montanha teria que ser num momento muito especial da minha vida, que seria dentro do ano do nascimento do meu filho Arthur na qual dediquei essa trilha. Desde 2015 comecei novas amizade dentro do círculo que é o montanhismo e com certeza atrás disso iria muito mais longe. 

Início da trilha

Chácara de apoio sr Josias
Então chegou o momento, combinei com alguns amigos meus, Perla, Rogério, Viviane, o casal Edi e a Micheli e o Fernando que nos guiou com segurança até o cume. Acertamos de sair bem cedo para podemos começar a trilha entre 7:00 e 7:30. Assim evitaria de voltamos a noite. Deixamos o carro na chácara do senhor Josias, caseiro antigo da região e começamos exatamente 7:00 da manhã. No início um pequeno rio para se passar, nada muito difícil, evitamos molhas as botas para não subir com o pé molhado que não é o ideal. No começo a trilha até lhe engana um pouco, a impressão que dá que ela segue no formato de poucas subidas e quase nada de raiz, mas logo vai mostrando sua cara verdadeira e o porquê muitos desistem. Começamos a avistar algumas árvores diferentes do normal. Muitas árvores gigantescas e outras abraçando, como um grande abraço, porém algumas morrem com esse forte abraço sendo engolida aos poucos, é a lei da natureza. Fernando a chama de abraço da morte.
Casal Mil

É só o começo


Abraço da morte






Em uma hora de caminhada chegamos no primeiro ponto de água, em toda trilha existe apenas dois trechos, sendo que a última uns 30 minutos antes de chegar ao seu cume, mas em época de seca forte não é uma boa ideia confiar, pois a chance de seca é muito grande. Fizemos um rápido lanche abastecemos de água e continuamos a trilha que segue a sua direita (não se atravessa esse rio). Seguimos trilha a cima logo ela começa a aumentar o seu desnível. As pernas já começam a sentir a dificuldade, pois é o tempo todo subindo, sem descaço. A trilha é de mata fechada impossível de ver o que está ao seu lado e a cima de você. Só depois de uma hora e quarenta de subida que começa a ser avistar algo, mas mesmo assim a mata atrapalha um pouco. E alguns trechos é possível avistar vários desmoronamentos de terra que ocorreu em 2011, a trilha está muito próximo a alguns abismos pronto para ser engolidas. 

Continuamos nossa caminhada montanhas a cima, sem dó ou piedade cada passo uma vitória, Fernando, Rogério, Viviane e o casal, já estava bem a frente enquanto eu e Perla andávamos no nosso ritmo, embora a academia ter meu ajudado bastante, as pernas queimava a cada passo. Não parávamos muito, apenas andávamos mais devagar para garantir o máximo de energia. A média de se chegar a essa montanha com mochila de ataque é entre 5:20 de caminhada, então pelo menos teríamos que chegar próximo a essa média. 

A subida continuava cada vez mais pesada, as pernas já não obedeciam, mas em hipótese alguma entrava em nossa cabeça a vontade de desistir, até porque o objetivo é chegar até o final. Depois de 3:30 de caminhada chegamos finalmente na famosa Pedra do Altar, uma pequena formação rochosa que nos faz se sentir pequenos. Local ideal para aquela foto de montanha e ícone da Torre da Prata. Paramos para fazer um lanche rápido descansar e seguimos, agora já estávamos nas altitudes da montanha, com um visual magnifico a densa mata fechada agora ia ficando para trás. Começava ali uma nova vegetação mais rasteiras com arbustos que chegava até o ombro, encostas escorregadias e forte presença de lama. 

Viviane na Pedra do Altar


Perla em seu momento

Já é possível avistar o imponente Torre da Prata e do seu lado o chamado Pedra do Ninho, de pouco acesso que fica ao lado do cume. Começamos a descer a encosta da montanha auxiliar, com uma vegetação baixa e muita lama, qualquer passo em falso é motivo para escorregões, existe um trecho que só é possível descer com um auxílio de corda, na qual até tem uma para ajudar. Depois dessa corda existe a última parada para pegar água, o ideal é não confiar muito nessa água e economizar, ao avistar a água ai sim pode ficar tranquilo e encher seu cantil na volta se quiser. Depois da pedra do altar o tempo para se chegar até o cume é de aproximadamente 1:30 de caminhada. Continuamos pela crista da montanha e aos poucos a grande pedra ia se aproximando. Aceleramos mais os passos e começamos a contornar a pedra do Ninho, logo já estávamos do outro lado e já era possível avistar a subida para a Torre da Prata, no caminho existe um pequeno trecho de escalaminhada e no final da montanha uma pequena escada encravada na pedra que dá acesso ao cume da montanha. Chegamos na montanha exatamente ao 12:00, depois de 5:10 horas de longa e difícil caminhada. Todos estavam fortes e resistentes, ventava forte na montanha isso ajudou muito a espantar as moscas. No seu cume é possível avistar tudo em sua volta, a serra do Marumbi, Farinha seca, a serra do Ibitiraquire, Ilha do Mel e toda o litoral do Paraná e uma pequena parte do litoral de Santa Catarina é possível avistar a serra da Papanduva em Tijucas do Sul somente não consegui conhecer o Araçatuba e o Morro dos Perdidos. 
Torre da Prata e Pedra do Ninho a direita 

Trecho bem complicado com muita lama e uma corda para ajudar

Torre da prata a esquerda e Pedra do Ninho a direita




Finalmente Torre da Prata, direita Pedra do Ninho 

Pedra do Ninho

Entre os dois picos

Ficamos lá até as 13:00, uma vista linda com uma ótima temperatura, não estava muito frio e nem muito quente. Observando o quanto existe montanhas a ser exploradas ainda, e cada lugar misterioso em nossa volta e como nosso mundo é imenso. De longe até parece que o litoral é curta, mas não é bem assim. Olhávamos as aves voando próximo a nós com toda aquela tranquilidade e liberdade. A paz e a tranquilidade que a montanha nos proporciona, e como é bom encontramos essa paz. Talvez muito falam o quanto louco somos de andar horas e horas para se chegar em algum lugar, mas é somente nós loucos sabemos o quanto é maravilhoso estamos lá em cima. É do alto da montanha que avistamos a grandeza de Deus. E como é lindo e valoroso a nossa vida.





Rogério e ao fundo a Pedra do Ninho

Viviane em seu momento único 




Perla e ao fundo litoral do Paraná é possível avistar a ilha do Mel

Paranaguá


Litoral do Paraná


Fernando e o Litoral ao fundo

Aqui é possível avistar o Pico do Marumbi e a
serra da Farinha Seca como Pico 7 e Mãe Catira



Depois de lancharmos, tiramos várias fotos e apreciar o momento único de cada um, começamos nossa decida. Em pouco menos de uma hora já estávamos novamente na pedra do Altar. E através de raízes e troncos fomos descendo com segurança. O joelho já começava a reclamar, eu mesmo descia com cuidado para evitar qualquer dano. Percebi que a minha bota que já é bem surrada, já estava abrindo o bico. Minha preocupação agora era com ela. Evitando ao máximo arrasta-la no chão, comecei a reduzir minha velocidade de descida. Até um momento que ela não aguentou e já não era possível descer de qualquer jeito. Agora era pedir ajuda para a Perla que tinha aquela fita silver tape, ideal para esses casos. O problema que ela já estava bem a frente. A sorte foi encontrar o Fernando que anda bem, assim ele foi a frente até alcançar a Perla e pegar sua fita. Depois foi voltar ao nosso encontro para consertar o que estava precisando. Sapato consertado agora é apertar o passo e ganhar o tempo perdido na descida. Na volta é preciso ter bastante cuidado, pois existe algumas bifurcações, mas a trilha toda é fitada só é bom prestar bastante atenção nelas e em alguns trechos para não se perder. Depois de três horas de caminha chegamos finalmente no segundo rio, dali agora era mais 40 minutos e finalizar a trilha. Depois de 3:45 minutos de descida finalmente chegamos no início da trilha. 

Uma montanha fascinante, linda e desafiadora que precisa de todo respeito. É uma montanha que requer muito preparo físico e uma boa experiência em trilha, cabeça feita e muita força de vontade. Desistir jamais, pois cada passo que se dá é um passo para a vitória, e através desses passos que aprendemos a aceitar o desafio e saber lidar com ele. 
Obrigado a essa grande equipe que fez desse trekking ser maravilhoso, equipe forte e unida.

Montanhistas:

Fernando Ferreira
Perla Steil
Rogério Luiz Pulowsky
Micheli Schmidt Linhares
Edson Rodrigues
Viviane Kanuta
Reginaldo Mendes