Montanhas do Paraná e do Brasil

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Um pequenino na trilha - Cachoeira dos Perdidos



Como definir a alegria de um pai ao ver seu filho seguindo seus passos? Acredito que a resposta seria, “meu filho aprendeu muita coisa comigo quando criança e hoje é o que é por causa dos meus ensinamentos”. Eu lembro quando o Vinicius que hoje tem 16 anos foi algumas vezes comigo para trilha e até acampamento, Anhangava, Canal e Marumbi.  Foram momentos maravilhosos que eu nunca vou esquecer.  E hoje nosso pequeno Arthur Nicolas, experimentou essa sensação de fazer uma trilha, é claro que ele não vai lembrar desse dia, mas o que importa é a alegria dos pais, e claro, preservando sempre a segurança dele.

Arthur com 7 meses e 20 dias de idade e já tínhamos uma dúvida: “leva-lo para a sua primeira trilha ou não?”. Sei que muitas coisas podem acontecer no caminho, escorregar com ele, mosquitos, chuva e até o frio. Mas a ansiedade era tão grande em leva-lo e inaugurar a mochila bebê que não nos aguentamos e aproveitamos o domingo de carnaval e, de quebra, comemorar mais um ano de casados. E o mais legal disso tudo seria comemorar essa data em uma trilha com ele.
Escolhemos o morro dos Perdidos por ser mais fácil e porque, caso ele começasse a se sentir mal, poderíamos voltar rapidamente. Mas por causa do tempo decidimos fazer apenas a cachoeira do Morro dos Perdidos que fica a uns 3 km do seu cume.

Eu, minha esposa e nosso toquinho chegamos na fazenda dos perdidos umas 9:00 da manhã, e estava chovendo forte. Até pensamos em desistir da ideia! Ficamos dentro do carro esperando para ver se o tempo ia ou não melhorar, pois antes de chegarmos lá, a chuva caia e parava constantemente. Foram uns 20 minutos na indecisão, olhávamos para ele quietinho no canto do carro, parecia que estava torcendo para que o tempo melhorasse mesmo. Depois desse tempo esperando, a chuva finalmente deu uma trégua. Então, perguntei para o senhor Osmarildo, proprietário da fazenda, e ele me informou que a chuva não era constate.

Então, pegamos a mochila do bebê e nos preparamos para começar a subida. Deixamos o carro na parte baixa da fazenda para não ter problema com a estrada, pois é toda de terra e tem boas chances de problemas morro a cima. A chuva ameaçava cair, por isso fizemos uma “gambiarra” com o guarda-chuva prendendo na mochila dele que deu certo, conseguindo assim protege-lo tanto do mormaço forte que estava fazendo, quanto da leve chuvinha que queria cair.
Percebi que o Arthur estava se divertido, nada o assustava, algumas pessoas passávamos por nós de carro e achava aquilo incrível! E eu, claro, me achando o super pai!
Minha esposa estava há muito tempo sem fazer trilha e, seguindo orientação médica, nos acompanhava com cautela para evitar problema com o joelho ou coluna. Depois de 1 hora subida acima pela estrada chegamos no início da trilha que vai para a cachoeira. Da estradinha até a cachoeira dos perdidos da mais ou menos uns 15 minutos de trilha. Arthur se segurava firme enquanto descia a trilha, usando um bastão de caminhada para evitar escorregões percebi ali que ele estava bem e feliz. Esticava o braço para alcançar algumas folhas. Antonia ia logo atrás tanto fazendo alguns filmes e fotos quanto cuidando para que ele não fosse atrapalhando por raízes, galhos e ramos pela trilha.

Descendo com cautela, logo chegamos na cachoeira do Perdidos, já tinha um pessoal voltando da trilha e outros apreciando a cachoeira. Ficamos um bom tempo admirando aquele lugar e feliz por nosso pequeno ter aguentando sem reclamar em nenhum momento. Fizemos um lanche, ele ganhou seu “mamazinho” da mamãe, tiramos mais algumas fotos e logo decidimos que era hora de voltar.
Começamos nosso retorno já era umas 11h da manhã, a trilha estava bem lisa, mas tinha o apoio do bastão e minha bota, escorregar ali era fator totalmente fora de cogitação. Na subida encontramos mais algumas pessoas que estavam indo para a cachoeira. Tinha gente até com caixa de cerveja na mão! Espero que usem a consciência ecológica e não deixem nada de lixo lá.

Na subida o Arthur não parava de “cantar”. Estava tão feliz com aquele momento, que nos fez pensar como é bom ver nosso filho assim tão tranquilo e sem reclamar. Ele se aquietou, quando chegamos no final da trilha da cachoeira, antes da estradinha, ele tinha dormido. Como ele ainda não tem muita firmeza no pescoço, decidimos tirar ele dá cadeirinha e descer a estrada com eles nos braços. O sol começava a aparecer, e com o guarda-chuva o protegemos do forte sol.

A decida foi mais rápida em menos de 40 minutos já estávamos na fazenda. Deixei o Arthur com minha esposa faltando uns 300 metros para chegar o mais rápido no carro e deixei nossas mochilas, logo voltei para ajudá-la a carregar o Arthur. O carro estava um forno, deixei-o aberto para ventilar enquanto nos arrumávamos para voltar para casa.  Nesse momento Arthur acordou, demos aquele banho de água de torneira nele para refrescar um pouco, e ele não reclamou de nada! Comeu umas frutinhas que a mãe dele levou e mais um “mamazinho” e logo saímos da fazenda.

Para finalizar aquele lindo dia, fomos para o caminho do vinho na colônia Muricy. Na br 376, bem no horizonte já anunciava uma forte chuva a caminho e assim que chegamos na colônia a chuva veio com força. Almoçamos no restaurante do Vô Vito, comprei um vinho, curtimos o local e depois de “turistarmos” na colônia Muricy voltamos pra casa felizes e realizados.


Arthur me deixou orgulhoso, aguentou a trilha na cadeirinha sem reclamar, vi em seus olhos a alegria de uma criança, embora ainda não entenda nada e nem vai lembrar desse dia, nos deixou com a saudade imensa de voltar a fazer uma trilha com ele o mais breve possível. É tão bom quando olhamos para os nossos filhos e vemos neles a felicidade de acompanhar seus pais por onde eles forem!




























quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Hotel Tullip Inn Flat Residence em Fortaleza


Se você deseja se hospedar em um bom lugar, de fácil acesso a tudo, perto da praia, em um apartamento que lhe de todo o aconchego de casa, é o flat do Hotel Tullip inn em Fortaleza, na qual é de propriedade particular do senhor Darci. Isso mesmo que você leu, um Flat dentro de um hotel muito conhecido em Fortaleza, somente uma informação importante, em Fortaleza tem 2 Tulip inn na qual estou citando é o da avenida da Abolição 3340. A 200 metros da praia, próximo a famosa feirinha que abre todas as noites, e também próximo a barracas de praia e a pouco menos de 7 km da praia do futuro. 

Mercados, farmácias, panificadoras e restaurantes para todos os gostos e bolsos. O flat é ideal para uma família de no máximo 4 pessoas. A cama de casal é bem confortável e grande, e um otimo sofá cama. Dentro do flat tem tudo o que você precisa, uma cozinha completa com fogão, geladeira, mesa, utensílios domésticos, liquidificador, sanduicheira  e até uma cafeteria expresso. 

O ar condicionado funciona muito bem, um no quarto do casal e outra na sala. Duas tvs sendo uma bem grande e canal a cabo disponibilizado pelo próprio hotel. Situado no 11° tem uma vista do mar e arredores, e um amplo estacionamento, sem contar com uma lavanderia completa e ambos grátis para os hospedes do flat. Duas dicas importante, primeiro, não é necessário levar muita roupa de banho na viagem ou até mesmo de sair à noite, é possível usar essa lavanderia sem nenhum problema, lavando e secando as roupas rapidamente, mas lembre-se que existe outros moradores e hospedes usando. A outra dica é usar a lavanderia mais a noite, pois tem pouco movimento na lavanderia. É possível tiras as roupas já lavadas e coloca-las em cima da máquina de secar e utilizar a máquina de lavar a roupa, prática comum entre eles.

A arrumação de quarto, cozinha e banheiro acontece todos os dias, porém caso necessite de uma limpeza completa de quarto ou troca de roupa banho e cama deve ser comunicado com o sr. Darci sobre essa possibilidade. Uma grande vantagem de ficar no flat é que o proprietário não fica em cima de você lhe cuidando, você se sente em casa mesmo. Com diversas panelas de ótima qualidade é possível fazer qualquer refeição até mesmo assados. As janelas têm sistema antirruído, mesmo com a avenida bem barulhenta você quase não ouve nenhum som, e a noite quando a avenida está mais calmo ai sim você nada ouve. A sacada é pequena e segura, mas bem ventilada, e é possível usa-la para secagem de roupa. O banheiro é bem equipado e o chuveiro dispensa apresentações. O hotel dispõe de uma academia de musculação com diversos aparelhos e uma ótima piscina.

Contato:
Aluguel temporada   - Procure Hotel Tullip Inn Flat Residence 


Whatsap Proprietário Sr Darci: 85 98253917

Praia próximo a feirinha e ao flat. 5 minutos de caminhada

Praia ideal para banho e perto do flat 5 minutos de caminhada


Vista da sacada




Sala com sofá cama bem confortável 

A pequena varada com uma brisa refrescante do mar

chuveiro com água do quente do próprio hotel

Cama gigante



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Travessia 7 cumes - Por Edinaldo Couto

Texto e relato: montanhista  Edinaldo Couto 








Vanderlei, Edinaldo e Daniel ao fundo Pico do Parana Vista do Tucum



Relato da travessia dos 7 cumes da serra do mar do Paraná 


1° dia
Já faz um certo tempo que não fazia uma pernada das boas, eu, Daniel Fernandes e Vanderlei de Castro, dias antes, em negociação dos devidos alvarás de soltura, e liberações de troca de escala no serviço e no meu caso uma autorização pra sair mais cedo do serviço, nos encontramos ás 07:30 na casa do pai do Daniel, com o devido apoio do nosso amigo de longa data Renato Possane, que nos deu o devido suporte até a chácara da bolinha em Campina Grande do Sul, onde nossa jornada começaria. Depois dos devidos preparos nas mochilas e a preocupação da falta de água no trajeto, já que fazia mais de 50 dias que a serra não via uma chuva tão volumosa, saímos praticamente carregados, com excesso de peso como sempre, e com um calor de 24 graus. Começamos tarde a caminhada de passos lentos a passos lentos, fomos até a bifurcação que divide as trilhas, pegamos sentido a rampa do 1C, ou seja o Morro do Camapuan que com seus 1.706 mts de altura, foi galgado com algumas paradas pra fotos e curtir o visual que estava sensacional, no cume uma pequena parada e já descemos sentido ao nosso próximo objetivo o 2C. O morro Tucum com seus 1.720mt de altura, com certeza uma das melhores vista da nossa serra, e com uma janela ao nosso querido Pico Paraná que dá vontade ficar por ali, batido as devidas fotos e um pequeno reforço no lanche, partimos então pirambeira abaixo, na direção ao famoso paredão do Tucum que descendo dá acesso a floresta e a encosta do nosso próximo objetivo o 3C, o Morro Cerro Verde, aqui um adendo, uma trilha bem complicada devido ao sobe e desce em meio a um mato super fechado, com cargueira cansamos muito com tanto mato enroscando em tudo, e por fim vencido a dificuldade, chegamos ao ponto de acampamento, onde depois de montado, degustamos de um excelente arroz carreteiro e um purê cremoso com calabresa, e claro um pouquinho do chimarrão que nosso parceiro Vanderlei havia levado. Nessa noite tivemos um céu de brigadeiro, super estrelado e o nascimento da lua foi espetacular, nos retiramos então depois de um tempo cada um pra sua suíte presidencial, o sono foi tranquilo, com alguns animais pequenos rondando as barracas a procura de comida fácil.

2º dia
Acordei com o cheiro de café Melita que nosso amigo Vanderlei já estava fazendo, um amanhecer um pouco gelado, enrolações a parte, despertamos, e arrumamos o acampamento, e claro observando o nascer do sol atrás do Majestoso Pico Paraná, sem palavras vivenciar isso: partiu o 4C do dia, o Morro Itapiroca com seus 1.805 mts de altura, aqui também vale um adendo: trilha mega fechada, muita quiçaça, capim alto, bambus fogo, a cada passo dado voltava-se 2 pra trás, tudo enroscava, um pouco mais frente a trilha para o Pico Taquaripoca que fica exatamente atrás do Cerro Verde, era nosso objetivo paralelo, porém com a questão de falta de água, resolvemos tocar o 7C original e deixar este pra um ataque próximo, galgamos então o cume do 4c, um calor intenso, suavizamos bicas de água, e aqui mais uma vez mudamos o caminho, a ideia era seguir até o A1 e subir pela trilha da conquista o cume do 5C, o Caratuva, o 2 Morro mais alto da região com seus 1.850mts, porém sabendo da falta de água, decidimos descer o Itapiroca pela trilha normal e na chegada da bica, fizemos nosso almoço: feijoada com risoto e um cafezinho pra nos alegrar, aproveitei o momento pra dar uma higienizada na máquina, enfim, tomamos o rumo cruzo do 5c, o Caratuva, acabei saindo na frente dos outros e com muito calor, e algumas paradas pra respirar, finalizamos o cume do Caratuva. Algumas fotos e partiu o destino ao nosso próximo objetivo o 6C o cume do Taipa-buçú com seus 1727mts de altura, fizemos pela crista que liga o Caratuva ao Taipa, vale salientar que a descida do Caratuva pela Crista é bem complicada pra iniciantes ou mesmo “trilheiros” acostumados, qualquer falha, você desce rolando a “pedraiada” que tem ali, alguns pontos cansativos, a pedra do saco e algumas fendas no caminho. Nos colocavam em cuidado absoluto, sobe e desce, um mato dos infernos, ou melhor servos do capeta que nos agarravam com vontade, fazendo nossa travessia demorar um pouco, um pôr do sol sensacional , um mar de nuvens pouco visto por mim nas últimas trips, e por fim galgando por mim talvez uma parte bem complicada, afinal você sobe um paredão de terra somente com a ajuda dos matos ao redor. Talvez futuramente uma corda possa ajudar a dar mais segurança, por fim galgado o cume onde acampamos, salientando que 3 barraca tranquilo no local, mais um céu de brigadeiro, nesse dia eu estava muito cansando, então dormi super cedo, claro antes um excelente janta.

3° dia e ultimo dia
Acordamos cedo, colocamos nosso acampamento abaixo, depois de um excelente café, ovos com queixo e bacon e claro um cafezinho feito na hora, fomos galgar o 3 cume do taipa, uma subida do “dianho”, torcendo pra que o mato aguentasse , foi, e já descemos pro vale do temido Ferraria, uma descida relativamente tranquila, trilha está bem marcada e aberta, a subida achei bem tranquila, apenas a parte que antecede o cume, a temida chaminé, que você sobe com a ajuda de cordas, logo acima algumas pedras pra você subir e por fim o cume temido pra alguns do 7C, com seus 1.745 mts de altura. Almoço feito, mandioquinha com arroz e um tang pra reforçar a parte mais temida da travessia, a crista leste, sem visual nesse dia, pouco vimos do cume do ferraria, porém me enamorei com um conjunto de montanhas que fica na direção da serra do Capivari, a serra da Bocaina, que o seu cume maior galga os 1500 mts de altura, em breve estarei “pernando” naquela direção; enfim, mochilas arrumadas começamos a descida, que por sinal é uma pirambeira em meio a barro e mato, tenso. Conseguimos com cuidado e paciência, chegamos a uma parte plaina e conseguimos andar um pouco mais, porém um certo momento, pra nossa sorte, chegamos a uma bica de água, pense na felicidade, recarregamos nossos suportes e tocamos pra onde mesmo ? A trilha sumiu, e com um pouco de direção, seguimos pra direita subindo a bica, chegamos na parte mais temida o famoso degrau do ferraria, pensa em uma “piramba” em queda livre, uma corda toda corrida pelo tempo, que não confiei nenhum pouco, como tinha comprado uma corda nova pra uma possível ajuda. Descemos primeiro todas as mochilas por questão de segurança, momentos tensos de verdade, e chegamos na parte final do degrau, colocamos mais uma corda devidamente amarrada numa árvore mais firme, já que a outra está bem velha e com muito limo, desceu primeiro o Vanderlei, depois eu com muito cuidado e por último o Daniel, pronto havíamos descido o temido degrau. Vale salientar que o último degrau pra quem desce, ou você desce estilo rapel chapando o pé na pedra ou você desce de barriga segurando na corda, mas ralando tudo, e pra quem sobe, realmente o pé não alcança, por isso parceria é tudo nesse lugar. E fomos de metro a metro galgando toda a crista leste, porém com a noite chegando, resolvi pegar minha lanterna e tirei minha máquina fotográfica do pescoço, onde constava todo o relato fotográfico, e tocamos rumos estrada da cotia, chegando ao final notei a falta dela. Guerreira que ficou a 3 anos comigo, com certeza alguém que descer ou subir encontrará a mesma pra quem desce provavelmente 1 hora antes do final ou 1 hora no começo. Faltando 4km pra terminar a travessia, estávamos esgotados, por fim chegamos na fazenda, onde nosso resgate não estava, o que nos fez andar mais 1km até o ponto de ônibus, onde eu sentado, vi o salvador vindo; que alívio findava-se ali o fim da nossa travessia, agora também fazemos parte do seleto grupo que também findou o 7C.
































Observação; muito lixo nas trilhas citadas, principalmente papel higiênico e lonas jogadas em qualquer lugar e fezes expostas. Um absurdo o que está acontecendo nas trilhas, muita gente sem noção e sem educação.